Novamente conheci. Novamente me orgulhei, pensei em demasia e busquei. Ouvi minha mùsica preferida, esperneando e teimosia estagnei no tempo. Tempo parado e não mais ensolarado. Inspiração rebuscada, estudar que as provas vão chegar, e um outro alguèm para se beijar. Beijei, deixei levar pelos anos e ideias antigas, mudei de pensamento ora atitudes. Minha vida e fantasias moldam quem sou e ao mesmo tempo encontrei a mim mesma no outro. Não sosseguei, whatsapp, sonhei e a rotina me pegou e jogou no inesperado. Quem diria que algo me faria refletir meus erros, meu passado surgindo na frente ali indo atè o moto boy e eu fui a praia indignada com o ontem e feliz com o hoje. Lutei, cadê meu eu introspecto? Cadê meu eu quieto e fechado ao mundo? Meu eu sou eu. Eu que fui e voltei, chorei e sorri, conheci, mas nao edifiquei, envergonhei, pulei degraus e parei aqui onde deveria estar. Parei com amigos, de sempre e em frente. Amigos loucos, mas amigos verdadeiros. Cadê o amor verdadeiro? Fugiu, confusão, conselhos e andar com próprias pernas. Fim de um começo muito bom.



Aquela música não sai da cabeça. Da mente e dos sentimentos. Ela agita cada partícula do seu corpo e eleva o pensamento a acontecimentos de um alguém impossível. Ele trouxe sensações desconhecidas. Ele trouxe maturidade a alguém desengonçado. Ele sabia como conduzir qualquer situação. Ele deixava qualquer um sem palavras e enquanto a música assolava, lembrei de como os sentimentos imploravam por continuar algo que sequer existiu.


É que o tempo passa muito rápido e quando se dá conta passou um mês ou um ano. Que tempo é esse complicado que brinca e dá voltas. As voltas começam a esquecer, superar e amadurecer. O tempo maduro que nos faz refletir como chegamos ate aqui ou como conseguimos nos surpreender. Porque todos esses anos no blog escrevia sobre os outros que refletiam a mim. No entanto, hoje escrevo sobre mim e reflito sobre o outro. O tempo é entender que a ansiedade só faz atrapalhar e a vida apesar de corrida e cruel exige de você a paciência e encarar as situações de modo como deve ser. Ao som de Luan Santana, entendi meu gosto, a vontade de viver e lutar por aquilo que sonha e é possível. O tempo mostra que nessa vida as cartas jogadas a mesa são possibilidades. E por mais que de possibilidade o seu querer é sentimental e pulsa no coração, não é o que você precisa ou é a hora. Todos que passaram em nossa vida é aprendizagem e que deve transparecer honestidade em que buscas para não usar ninguém. O tempo também mostra que os outros tem vontades e que o respeito é essencial. Chega de ilusões, lágrimas perdidas ou achismos, do tempo procuro viver conforme a música e que uma hora tem fim.


       O vento fustigava as mechas, cobrindo os olhos,
a direção, e o céu sem estrelas. Ela, ao lado das amigas fiéis,
esperava de tudo, naquele ponto de ônibus, quase deserto, quase
sem carro, ou sem barulho, somente permeava por ali o vento que insistia
em esconder seu rosto.
      Foi então, que, de repente, ele surgiu, meio sorrateiro, meio inesperadamente.
     As estrelas estavam dentro dela.
    Ela, ficou bamba, feliz e infeliz ao igual tempo, dedos gélidos e estagnada, olhos iluminados
e o barulho do coração galopante, contrabalanceava a nostalgia. Ele a abraçou, ela correspondeu. Eles não tinham
mais retorno, tudo havia se acabado, apenas transformado em amizade.
   O vento tratou de cobrir o amor. Ela o amava muito e jamais deixaria
de acolher esse sentimento, entrementes, a direção era uma linha reta e o ônibus estacionou
e ele mais uma vez foi embora.
   Ela o amava.    


fonte da imagem.

           Certa vez, uma amiga disse sabiamente " tudo são escolhas". De fato, tudo aponta direções, ou melhor, as setas entrelaçam-se entre si e formam caminhos percorridos. Ela tinha percorrido longo caminho. No entanto, ali, no meio da surpresa, precisamente próximo a uma praça, lá estava ele.
            Ela o viu. As mãos imediatamente incitaram a tremedeira que alcançou o coração descompassado e as pernas tornaram-se bambas. Não era possível, pensou ela, enquanto aquele desconhecido conversava com alguns amigos.
          Ela viu o desconhecido que não só  atacava seu corpo como representava um alguém que os olhos brilhavam e parecia feliz naquele momento. Ele estava ao lado de um comércio de pastel. Ela, em pé, os olhos quase lacrimejantes com o susto que entorpecia seus sentidos pela surpresa.
          Ela viu um amor que de bem fez mal e logo em seguida mal de novo. Ele não a notou. Ela o notou e assim que desceu no ponto de ônibus encurtou os passos. Ele, por sua vez, foi para algum lugar.
         Ela o viu e optou que ele não tinha lá tanta importância.

- Naia Mello.



        A vida é um só. A vida é sua. Use-a como queira, mas jamais procure ultrapassar o caminho dos outros. Ultrapassar pode ser doloroso. Acompanhe a maré, entretanto, nunca se precípite demais sob ondas turbulentas. Precipitar decepciona.
        Ela se envolveu demais, construiu planos demais e achava o que não deveria achar. Ele, se envolveu de menos, construiu barreiras e achava que não deveriam mais ficar.
        Ela observou as ações dele e por isso não correu atrás. Não valia a pena. Ele causava nervosismo, alvoroço e ela não conseguia se expressar perto dele. Ela se apaixonou, e ele nem perto disso chegou. Ele foi inconstante, raramente a procurava e quando surgia oportunidade, num ambiente no qual os dois estavam, ele ficava com ela.
       Então, como passe de mágica, numa virada de ano, ele ficou com a amiga dela. Aquilo foi o precipitar doloroso, foi a ultrapassagem no caminho dos outros e a decepção nas ondas turbulentas. Afinal, poderia ter sido qualquer pessoa, entrementes, fora uma das suas melhores amigas.
        Aquilo, foi imperdoável. Por mais que ela mantenha contato com essa amiga, esse fato ainda martelará em sua mente e talvez algum dia consiga a perdoar.
        Portanto, jamais fure os olhos dos outros, e escolha espalhar boas vibrações.
                   


Imagem do google


      Ouvindo Ana Carolina, ela fez uma viagem ao tempo. As memórias não mentiam que tudo ocorrera um dia. No entanto, nada sentia por ele. Finalmente acabou. No entanto, vira e mexe, ele aparecia lá, sorridente, roubando-a em seu colo, ou a saudade do que poderia ter sido, mas não foi.
      Ela, agora, rogava aos céus que não deu certo com ele, entrementes, do nada, um vazio brotava lá e isso a questionava, no interior, se ele tinha morrido dentro dela.
     Não importa mais. Naquela direção, ele já não apareceria. Sobrou, todavia, as lembranças.