Foi preciso chegar no fundo do poço para saber que tinha salvação;
 Foi preciso correr atrás, pedir para voltar e efetuar inúmeras tentativas de reaproximação afim de obter certezas para saber que continuaria com dúvidas;
 Foi preciso criar grandes expectativas de que ganharia o afeto para entender que o afeto é conquistado e não cobrado;
Foi preciso correr em percalço do sim para entender que deveria dizer não;
Foi preciso perder a dignidade e agir pateticamente para entender que o único amor que deveria existir era o próprio;
Foi preciso esperar para entender que se surpreender é muito melhor;
Foi preciso quebrar a cara pela mesma pessoa várias vezes para perceber que deveria se afastar e buscar a paz interior;
Foi preciso sofrer para entender que algo dentro de si estava faltando e deveria melhorar;
Foi preciso ficar na dúvida para entender que deveria ir atrás do que optava pela certeza;
Foi preciso se importar demais para entender que deveria se importar de menos;
Foi preciso se impor para entender o quão difícil era deixar ir de quem sentia afeto;
Foi preciso ser idiota com os outros para compreender quando estavam nos fazendo de tolos;
Foi preciso entender que nem sempre ele volta por querer reatar para entender que ele fazia isso para mantê-la por perto como reserva;
Foi preciso ser dura finalmente para entender que deve lutar por si mesma e deixar a vida fluir;
Foi preciso fechar a boca e ver o que realmente deveria ver e entender que nem tudo é como se quer;
Foi preciso deixar partir para entender que a felicidade depende de si própria e que ele volta quando você seguir em frente;
Foi preciso conversar e seguir a intuição para entender que tudo tem seu momento certo e a vida reservara o melhor;
Foi preciso repetir os mesmos erros até entender que os resultados seriam os mesmos;
Foi preciso mudar de atitude para perceber que por mais que doa é para frente que se anda;
Foi preciso gritar por dentro, embriagar-se e perceber que tudo é passageiro;
Foi preciso focar em si mesma para entender que os relacionamentos funcionam assim;
Foi preciso perceber que tem dias difíceis e fáceis, mas tudo deve encontrar uma forma de lidar;
Foi preciso entender que ninguém fica no fundo do poço para ver que a vida mora aqui dentro e pode ser colorida e independente;
Foi preciso sentir raiva, magoa, dor, para entender que tudo isso nos transforma no lado melhor;
Foi preciso viver tudo até hoje para se aproximar da nossa melhor versão;
Foi preciso viver como deveria ter vivido para se colocar em primeiro lugar;
Foi preciso esperar aquela mensagem e criar minima expectativa para entender que deve seguir em frente;
Foi preciso subir todos os degraus para notar que é onde você deveria estar;
Foi preciso entender que não se deve controlar os outros e deixar a vida fluir;
Foi preciso entender que a vida pode ser simples e os seus problemas pode não ser maiores que o do vizinho;
Foi preciso se importar para entender que não deve se importar para viver conforme queira;
O querer é poder;
Portanto queira o melhor para si, queira a sua dignidade e amor próprio e entenda que todo mundo erra, mas tente melhorar na próxima vez, sua auto estima agradece.


Ele ficou alguns meses e pareceu a eternidade. Ele ficou muito tempo e por algum tempo ela não conseguiu dizer ou concluir em arte o que ele foi.
Ele se foi.
Ela ficou. Isto bastava. Engraçado, porque foram oito meses ou nove de alegria e uma pitada de ilusão. Ficar não era fácil, o fácil era ir embora e abrir mão de tudo que havia construído. Peraí? O que eles haviam construído ? Para muitos nada, mas para ela, ele significou tudo e alguém que virou rotina.
Ele era alguém que ela conversava todos os dias, ele era alguém que zoava com ela ou ela com ele. Ele foi conquistando o espaço de mansinho, aos poucos ela foi se envolvendo e se entregando, e de repente se apaixonou. Tudo como num passe de mágica transmudou em ilusão. De repente, nas idas e vindas, eles se afastaram.
Ela não queria deixar afinal estava encantada e então fez de tudo. Mas tudo não basta. E então de repente ela foi embora e ele também.
As lembranças estavam lá, as risadas, o abraço, o sorriso solto, os olhos que se encontravam, os desentendimentos.
Então, ela seguiu em frente. As vezes doía, as vezes ela sorria, mas ela andava em frente. As vezes ela gritava por dentro ou não aceitava o fato que tudo acabou. Ele não ia mais voltar e nem ela era mais a mesma. Ela se perguntou cadê aquela pessoa doce, meiga e que se importava ? Era como se ela tivesse virado um gelo em pessoa e não conseguia se importar com nada e nem ninguém. Quem quisesse ficar que ficasse e quem quisesse ir embora que partisse.
Ela cansou de correr atrás de quem não dava um pouco de importância. Ela cansou do papel de se importar. Ela não se importava. Ela largou aquele amor meio bosta. Aquilo nunca foi amor, aquilo foi dependência emocional.
Então, um belo dia ela se priorizou, tornou-se mulherão independente e que vai atrás dos seus projetos. Ela se calou a maldade e fez graça para lidar com o outro. Ela só queria seguir de frente de vez. No entanto, já percebeu que era aos poucos que ocorria a superação e a cada dia ficava mais fortalecida e madura.
Ela aprendeu o que era amor próprio quando ele foi embora e fez a si mesma o único amor que importa.
As lágrimas secaram, o sol nasceu, as músicas tornaram sua forma de superar. As vezes sentia saudade, aliás sentia saudade o tempo todo e a sua falta. Mas optava por sentir raiva para ocultar os verdadeiros sentimentos reprimidos. A saudade estava lá o tempo todo escancarada. E como lidar com isso? Se priorizando e lembrando que foi bom o quanto durou e nada é para sempre.
Ela falou pouco aos amigos, e a maturidade bateu a porta. "Sorry honey" mas você não é o único no mundo e entre sofrer e ficar sozinha e feliz, ela optou pela felicidade sozinha.
Ela não precisa de ninguém para ser feliz, e o mundo dá voltas. Ela cansou de quebrar a cara. Ela se ergueu e demonstrou uma força que jamais sabia existir. Sinto muito "sorry honey" mas existem muitos por ai que só querem uma chance e você desperdiçou todas suas chances ao viver na sua indecisão. Você foi totalmente a sombra e reacendia a sombra dela. Ela não queria se esconder. Ela nasceu para brilhar.
Foi aí, que o natal chegou e você  a procurou. Engraçado, teve tantas oportunidades e veio procurar logo no clima natalino. O coração dela é um oceano repleto de segredos e você está lá trancado. Ela pensou em dizer várias coisas ou saber como ele estava, mas só a simples presença dele ainda machucava porque ele era indeciso. Então, ela optou por responder as felicitações natalinas de modo involuntariamente frio. Ela foi fria e nunca imaginou que seria tão gelada com ele. Mas a melhor forma de superar de vez seria a indiferença e não deixar que os atos dele a afetem mais.
Ela pela primeira vez pensou demais e não disse o que queria porque quis se proteger. Então não se importe.
Ela pensou.
Feliz natal "honey". Feliz 2018 e ela desejava que superasse ele de vez.
Ela pensou.


Era um completo estranho. Era um estranho que costumava fazer bem e um bem querer. Era um estranho bom que bombeava as emoções e o coração. Era um estranho bom que fazia rir. Era um estranho bom que as vezes ficava triste ou caia a cada topada da vida. Era um estranho bom que fazia escolhas para saciar a si mesma.
Era um estranho bom que no fim do dia dava coragem para seguir em frente e buscar meios de lidar com as emoções fortes. Era um estranho bom que detinha brilho próprio e vontade de se mostrar ao mundo. Era um estranho bom que sonhava e lutava para chegar onde quer. Era um estranho bom que dançava conforme a música e destoava o horizonte.
Era um estranho bom que ouvia música, calava-se quando necessário, dizia o que tinha que dizer, se culpava pelos atos, analisava os comportamentos alheios, e se posicionava diante da vida. Era um estranho bom que adquiriu maturidade através da dor. Era um estranho bom que era feliz ao seu modo e descobriu que não precisa da dor e sofrimento para se conhecer. Era um estranho bom que confiava mais em si, seus instintos e não cobrava nada de ninguém. Era um estranho bom que errava e continuava errando, mas acertava em dobro. Era um estranho bom que se inspirava nas poucas palavras e visualizava o futuro bom que a vida reservava.
O estranho não tinha cara, o estranho tinha emoções que as vezes viravam raiva, as vezes a emoção optava pela dúvida, as vezes as emoções ficavam ansiosas ou barulhentas em demasia. Então o estranho buscava meios de lidar com isso de pé. O estranho que cantarolava em inglês ou espanhol. O estranho que sabia o melhor para si e o estranho que se priorizava acima de tudo. O estranho bom que podia ser mau, mas optava pela luz.
O estranho que gastava saliva somente consigo e optava por deixar a vida fluir para frente e sair da zona de conforto. O estranho que se priorizou ao não olhar para trás. O estranho que confiava no próprio taco.
O estranho que tinha falhas e defeitos, as vezes procrastinava ou se sabotava, mas o estranho sempre optava pelo movimento e seguir em frente. O estranho que se curtia a ponto de não precisar de ninguém para ser ela. O estranho que dependia somente de si para ser ela mesma e buscava relacionamentos independentes e com pessoas decididas.
O estranho que se olhou no espelho e se perguntava se ainda era ela, afinal mudou muito e estava mais decidida e sabia se defender sozinha. A vulnerabilidade fazia parte da vida, as frustrações, os amores perdidos e os planos fracassados. Mas sem tudo isso o estranho não estaria onde estaria agora e não fitaria seu interior e faria uma avaliação de si mesma a fim de transmudar na sua melhor versão.
O estranho vivia na sombra, mas optou por transparecer na luz e mostrar quem realmente era. O estranho era mais esperto, duro quando precisava e preferia o melhor para si mesma.
O estranho era você mesma porque na medida que nos conhecemos saberemos nossas limitações e quem realmente somos. Você é decidida e obstinada e em meio a tantas dores e quedas se fez muralha e so queria por perto quem lhe dava a independência de ser a si mesma.   O amor não combina com dor. A dor é para mudar e se for para mudar prefiro continuar indo embora até encontrar a mim mesma mais solidificada.
Eu sou eu e finalmente entender o amor próprio é buscar se colocar em primeiro lugar e averiguar quem merecia estar na sua vida ou merecia ir embora a todo o sempre.
Faça o bem, abrace o sol, lide com todas as suas emoções, faça lista de suas conquistas diárias e se orgulhe de si mesma, confie em seu taco, confie em si, olhe sempre em frente, se ame muito a ponto de ser decidida e independente. Supere o que tem que ser superado, não queira migalhas, busque empatia a ponto de entender as vontades alheias. Se erga milhões de vezes e nunca se entregue a vida. Seja a protagonista da sua história. Tudo passa.
O futuro agradece. Seja você. Seja o estranho do espelho que não se reconhece mais porque mudou muito a ponto dos atos formarem completamente diferentes.
Seja único. Abrace o sol. Abrace a si mesma.


   A brisa suavizou a dureza que revestia aquela mulher. A mulher que vestia 36/38, mas poderia vestir 40 ou 39. A mulher determinada e que florescia num nuance diferente. A mulher que resolveu se libertar de correntes antigas e seguir em frente de modo independente e maduro. A mulher que se corrigiu, a mulher que errou e não é perfeita. A mulher que coloriu o seu mundo e determinou quem realmente ficaria em sua vida: ela mesma. Ela era a pessoa mais importante, ela não precisava de ninguém para ser feliz e dane-se a opinião alheia.
  Ela finalmente estava inteira e queria apenas a si mesma na total independência. Ela não queria mais amores dependentes e paixões efêmeras, tampouco pessoas rasas ao seu lado. Ela queria a si mesma acima de tudo e seus planos em primeiro lugar, o resto que a acompanhe.
O que tinha que ser depende das escolhas dela e ela escolheu viver conforme seus ideais.
 O único amor que restou foi o próprio.


Sorrir sempre foi o melhor remédio que ela encontrou quando tudo desmoronou dentro dela. Devia ser por isso que gargalhava ou ria sorrateira como quem não quer nada, mas quer abraçar o mundo. Ela abraçou o mundo em excesso e por anos sua vida foi em excessos e obteve seus ganhos.
Chega.
O mundo precisa de mudança, ela despertou para a vida e optou por mudar a si mesma. Ela tornou-se dura como uma pedra, deliberada, firme e aprendeu a seguir em frente. Ela aparentava indecisão e falta de defesa e por isso dependia tanto dos outros para sobreviver e se mascarar na ingenuidade.
Ela arregaçou as mangas e se libertou das amarras dos outros e os trancos da vida a fez ficar forte a ponto de ver a maldade nos outros, confiar mais em si mesma e se perguntar o que o outro quer com aquelas palavras. Ela só quer ser feliz e por isso optou por focar em si mesma pela primeira vez em anos e isso se devia a idade batendo a porta bem como as responsabilidades assumidas para concretizar os sonhos almejados.
Boba. Tola. Ingênua. Ela foi por anos, não mais. Ela não vivia mais a sombra de ninguém e agora vivia por conta própria e por si mesmo e fazia o que sentia vontade de fazer. Ela continua romântica, determinada e focada, mas não queria mais a dependência emocional por ninguém.
Ela cansou de se apegar a ponto de se iludir, cansou de palavras, agora ela queria atitudes. No entanto, tudo doía, ainda doía e era recente arrancar as amarras do passado e encontrar uma forma de juntar os cacos e se reconstruir. Do que adianta ficar presa com o que acabou? Do que adianta, as vezes chorar pelo que passou? Do que adianta tentar controlar o que não ficou? Do que adianta?
Nada tem garantias do para sempre e ela se apaixonou por um alguém que só estava afim. Ele nunca gostou dela. Ela gostou dele e se apaixonou.
Ele nunca quis ficar por muito tempo, mas se interessou por ela e viveu com ela por quase um ano e foi o suficiente para ela aprender o que esperar de um relacionamento, bem como agir com maturidade a partir de agora. Durou até onde tinha que durar, mas eles estavam em sintonias diferentes. Então ele foi embora e uma parte dela também foi.
Ele foi embora.
Ela mudou. Ela pensa em viver a sua vida e até em fazer uma tatuagem. Ela está aprendendo o significado do amor próprio e maturidade. Ela quer focar na sua carreira e sua independência financeira que é o mais importante.
Perdão para o que magoou, lembranças para boas recordações e um obrigada por ter aparecido na vida dela. Ela espera que ele seja feliz, talvez no futuro eles sejam de fato amigos ou quando ela desapegar dele e notar que ele de fato quer algo com ela, eles voltam. Ou não. Agora ela só quer embarcar no trem do desapego e por hora não quer voltar com ele, quer superar.
A vida é cheia de surpresas.
Certeza ela tinha dela, dos outros continuariam sendo outros.


Ali, morava a completude do ser que via a estrada sem tinta, sem sol e tampouco a noite. Ali, morava o nada e o tempo parado efetuava reflexões do ser que era e não do ser que podia inventar, criar, iludir, dançar uma dança que não era sua. O que era sentir afinal de contas? O que era ser inteiro e despir a personalidade para o mundo vê como realmente era?
O que era bom para si e não para o outro?
Pessoa, alguém com luz e sombra, defeitos e qualidades, esforços e erros, concertos e atitudes. Pessoa que fala a verdade ao outro, e muitas vezes morde a língua para não dizer em demasia. Pessoa determinada em caminhos feitos e andando em frente como quem anda na beira das mudanças.
Mágoa. Mágoa que magoa aos outros, atitudes irrelevantes mas que afetam o todo e faz repensar o que fazer agora ? Magoar a muitos bem como feriu-se. Dor que machuca ao seguir contra própria natureza ou falta de conhecimento do comportamento alheio.
Alheio. Indiferente. Sentir. Foda-se. Alheio ao que viu e notou como os outros a enxergavam. Fragilidade inútil em meio as certezas da segurança das próprias decisões. Afetividade para que? Para que continuar ?
Amores sem posse, sem ciúmes excessivo, sem rótulos sociais. Tudo sem excesso faz bem. Fazia bem. Fazia rir, fazia chorar, fazia pensar em si, fazia pensar no presente, fazia pensar no futuro, fazia decidir. Fazia cuidar do próprio jardim, fazia repensar, fazia sentir tudo, às vezes fazia fugir, às vezes fazia ficar, no entanto fazia continuar no meio as entendimentos, verdades ditas, conflitos necessários, crescimento pessoal, fazia viver o não vivido, fazia sonhar e despertar, fazia vê quando podia, fazia conversar sempre e confessar, fazia o não fazer e fazia o que não podia controlar.
Não existem perfeições, não existem futuros imaginados ou tampouco transformados pela ansiedade. Ansiedade que fantasia e vive o futuro ou passado. Ansiedade que imagina o príncipe. Ansiedade que cria a expectativa e espera e só faz esperar pelo nada. Ansiedade das mãos gélidas, coração acelerado e atitudes negativas.
Despir para mundo é vê as criticas dos outros de forma negativa. Ser quem realmente era formava as paranoias e excentricidades para se defender. Defender através do controle, ansiedade e viver o futuro sem pensar no aqui e agora, bem como se defender através da dor. O que era o presente ? O presente não tinha ansiedade, o presente não tinha perfeições, o presente tinha verdades, o presente tinha a si mesmo, o presente vê as coisas como realmente são. O presente não fantasia, o presente prova viver em verdades e não se anula, o presente é habilitar a inteligência emocional e saber lidar com todas as emoções. O presente significava se decidir. Como se decidir? O decidir era se conhecer, o decidir era formar a verdade, o decidir era aceitar tudo como realmente era. O decidir era aceitar a solidão, aproximação, a fala, do mesmo jeito em aceitar os momentos de não querer falar ou os aspectos positivos.
Decidir era viver, bem como decidir saia do muro e mostrava o que realmente queria, bem como decidir era não ter medo de perder o outro, mas o medo e o maior inimigo era si mesmo.
Medo de se perder e não se encontrar, medo do futuro e do depois, medo do comportamento e do que seria capaz. Para isso decidir era preciso, mas decidir com maturidade e sem fugas ou arrependimentos. Toda decisão tinha prós e contras.
Tudo devia ser pesado. O peso deveria ser tirado das costas e viver um passo de cada vez.
Decisão difícil que abala o rumo das coisas. Quem queria enganar ? A si mesmo, a própria mentira, viver em meio as mentiras ou se libertar e viver a si mesmo?
Certo, vê o que não queria vê, certo a indiferença das próprias mentiras. Vulnerabilidade ao mostrar quem realmente era. Egoísmo, prioridade, determinação, pedestal, único em tudo e gostar da concorrência, disputa, mas sempre querendo está no topo das prioridades.
Prioridade mentirosa, farsa, ganhos secundários e consequências infinitas, bem como durabilidade de merda.
Nada de confuso, só certezas, vê a si mesmo naquele carro. A quem queria enganar? A si própria. Mentiras que cortam, sem vitimismo, certeza, decisão difícil.
Tudo volta-se a si mesmo. Todos defeitos dos outros, bem como qualidades vistas estão em nós mesmos. Como melhorar? Decidindo.
Tudo volta-se a si mesmo.
Tudo volta-se a si mesmo.
Tudo volta-se a si mesmo.
Alone consigo mesmo.


Ela pensava nele sempre que surgia sua imagem mental em sua cabeça. Ela ouvia músicas e lá estava ele representado nelas. Ele representava a mudança porque como espelho e sintonia em atitudes e palavras aquilo a afetava e ela transmudou-se. Ele era a paciência contida, as discussões em detalhes do que a irritava, ele a ouvia e a compreendia, ele era o reflexo do que ela via ao espelho. Ele era os defeitos da procrastinação, ele era a risada gostosa de se ouvir, ele era o brilho dos olhos dela, ele era o ombro amigo nos momentos de ansiedade, insegurança e incerteza. Ele era a loucura e manias que fazia ela balançar a cabeça. Ele era o incentivo para se tornar uma versão melhor de si, ele era o enfrentamento dos próprios medos, ele era o egoísmo instalado em atitudes na sua sombra.
Ele era o dia, tarde e noite, ele era a representação dos seus amigos e familiares. Ele era a segurança, as vezes mágoa, mas ele era continuidade de um tempo que ela nunca imaginou está.
Ele continuava ali depois de muito tempo e ela sentia algo dentro do peito que florescia e a fazia sentir todas as emoções ao mesmo tempo, mas ela não tinha medo da perda, e decisão era a mudança necessária. As vezes ela queria ir embora, desistir de tudo, tomar outro rumo, e se afastar. As vezes, ela de fato se afastava, mas não era por mal, era uma necessidade da sua personalidade idealizadora que vivia no futuro, mas hoje buscava meios de está no presente e que nada tinha controle.
A falta de controle causava ansiedade, viver no futuro, idealizações, agonia e querer controlar o outro para se sentir seguro. Mas nada era garantia de nada, e tudo mudava para melhor mesmo que não compreendesse.
Por mais que os ponteiros tenham se acertado, eles estavam juntos, a vida era incerta e isso a assustava e dava a vontade de voltar ao controle, mas nada se controla. Ela aprendeu a respeitar a vontade alheia e a si própria e instalar limites. Ela aprendeu que a única pessoa que deveria ter expectativas era para ela mesma. Ela aprendeu que hoje é hoje, amanhã é amanhã.
Ele era saudade, ele era a música romântica tocada no rádio, ele era o pulsar dentro dela, ele era a emoção que se instalou nela, ele era o passado, presente e futuro. Ele era o limiar do aprendizado no relacionamento a dois. Cada um tem suas questões, no entanto quando juntavam os dois a dificuldade era instalada, mas não era impossível, porque se os dois querem, os dois vão caminhando na continuidade.
Ele era parecido com ela, ele era série, calmaria, praia, rock, e seu próprio espelho.
E o que ela via no próprio espelho?
Ela via a luz e sombra, yang e yin, segurança e inteligência emocional, e a mulher que precisava ser e as mudanças que seriam necessárias para o crescimento pessoal.